Meio Ambiente, Socialismo e Democracia.
O Meio Ambiente tem sofrido as conseqüências da produção capitalista, principalmente pela desregulamentação da idéia de estado, atrelado a predominância das regras de mercado (do capital) e da globalização neoliberal como forma de dominação. As conseqüências danosas a natureza, entre aos quais, o agravamento do efeito estufa, efeito esse que ocasiona o aquecimento da terra, com conseqüente alteração nas correntes marítimas e de ar, conduzindo a series de alterações climáticas. Tal fenômeno decorre da emissão de gases poluentes, como gás carbônico e coloca em risco o futuro da humanidade. O aquecimento da terra é hoje um fato concreto, se estima que até o final do século a temperatura da terra aumente cerca de 4ºC. as conseqüências desse fenômeno será o derretimento de partes das calotas polares e de neve nas regiões montanhosas, com a conseqüente elevação do nível dos oceanos entre 18 até 58cm . Isto trará graves conseqüências, inúmeras cidades costeiras e ilhas poderão ser submersas.
Em fevereiro de 2005 entrou em vigor o Tratado de Kioto com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes. Ele estabeleceu “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” entre os países em relação ao efeito estufa, isto fundamenta a posição daqueles que defendem que o combate à poluição tem que ser realizado e levando em conta o processo histórico – isto é, aqueles que poluem mais e há mais tempo, como os países ricos, cuja industrialização já dura dois séculos, precisam arcar com uma parcela maior desse custo do que os países m desenvolvimento, que lutam contra a pobreza e pela elevação da qualidade de vida de seus povos. Com isso colocou a principal responsabilidade nos países desenvolvidos que emitem, há muitos anos, os gases que provocam o efeito estufa. Porem os paises ricos (a exemplo EUA), não assinaram o Tratado de Kioto, e nem se sentem responsabilizados pela grande catástrofe global prevista pela comunidade cientifica internacional.
O desmatamento continua acelerado e ininterrupto. O mundo já perdeu metade de suas florestas originais. Na zona tropical a perda anual somou 130km2. Este problema tem como causa principal o modelo agrícola capitalista baseado em grandes propriedades e na monocultura (hoje o desmatamento é a razão principal que coloca o Brasil no Ranking do 3º país mais poluidor do mundo). Como sabemos menos de 1% da água do planeta é potável, e o consumo continua crescendo de forma alarmente. A partir de 1950 o consumo de água triplicou, mais de 25 paises do mundo já sofrem com grande escassez de água doce, sendo que alguns paises árabes importam água potável a preços superiores ao do petróleo que exportam. O Banco Suíço Pictey prevê que em 2015 as empreas privadas fornecerão água potável para cerca de 1,75 bilhões de pessoas. Os maiores fornecedores serão a Nestlé e a Danone, entrando mais recentemente no mercado a Coca-Cola e a Pepsi-Cola. Ofato é que a questão da água está se tornando um problema extremamente grave e razão de conflitos e guerras. Mesmo diante deste quadro a água é usada de forma indevida e com grandes desperdícios.
Se todos pensam que os problemas ambientais se resumem apenas as questões internacionais ou nacionais, se enganam. Com o aquecimento global, regiões como o semi-árido (60% do território de Pernambuco) se tornarão ainda mais quentes, e inóspitas. As chuvas diminuíram e o polígono da seca irá se agravar. Segundo os estudiosos temos no nordeste milhares de refugiados ambientais, como os que vemos nos noticiários da TV.
Em nossa região vemos a falta de consciência ambiental principalmente nas áreas urbanas. O Rio Capibaribe e seus afluentes são tratados como grandes fossas urbanas, os resíduos sólidos e líquidos são despejados sem nenhum tratamento em suas águas. A produção de confecção coloca Santa Cruz do Capibaribe como a 22ª cidade mais rica em termos de PIB do estado (de um universo de 185 cidades), porém os resíduos da produção não são reaproveitados deixando de gerar centenas de empregos e preservar o ambiente urbano e muitas vezes rural. Santa Cruz do Capibaribe é uma das poucas cidades pernambucanas que possui aterro sanitário, porém se não houver uma consciência em separar o Lixo nas próprias residências e fabricas a coleta nunca acontecerá da forma proposta, e ávida útil do aterro cairá para menos de 4 anos. (pois se tornará um lixão).
SEGUIMENTO AMBIENTALISTA NA UJS
MAXISTA – SUSTENTABILIDADE DEMOCRATICA
Nosso seguimento considera que a solução efetiva dos problemas ambientais só será possível com a adoção de um modo de produção que não seja voltado para o lucro, mas sim para o bem estar da sociedade. Onde a propriedade não seja privada, mais sim propriedade social. Esta alternativa coloca o modo capitalista de produção como causador dos atuais níveis de degradação ambiental e propõem a construção de uma nova sociedade, uma sociedade socialista, um socialismo renovado incorporando a questão ambiental como questão relevante a ser resolvida. Entretanto, a implantação do socialismo, por si só, não resolve a questão ambiental, sendo necessário que esteja já presente na agenda da construção socialista e durante a construção do socialismo.
Todavia, a visão marxista leva em conta a correlação de forças para apresentar suas propostas de luta política a cada momento. A conquista do socialismo, com avanços mais aprofundados na questão ambiental, não está colocada no horizonte imediato. O aprofundamento da democracia é, no dizer de Lênin, o caminho mais curto para avançarmos rumo ao socialismo.
Assim sendo, do ponto de vista da luta imediata, e da luta em defesa do meio ambiente, nos dias atuais, se identificamos com a corrente da Susténtabilidade Democrática,( que defende a tese de que o desenvolvimento sustentável só será possível com as alterações no modelo de produção e consumo da sociedade. Tal posição não rompe com o capitalismo, mais propõem medidas que aprofundam o processo democrático assegurando a defesa do meio ambiente e a melhoria das condições de vida do povo, defendendo também a participação do Estado e da Sociedade civil, na luta em defesa do meio ambiente. A posição marxista adota esta posição no rumo do processo de acumulação de forças a construção da sociedade socialista.
(Por Willamy Feitosa)
O Meio Ambiente tem sofrido as conseqüências da produção capitalista, principalmente pela desregulamentação da idéia de estado, atrelado a predominância das regras de mercado (do capital) e da globalização neoliberal como forma de dominação. As conseqüências danosas a natureza, entre aos quais, o agravamento do efeito estufa, efeito esse que ocasiona o aquecimento da terra, com conseqüente alteração nas correntes marítimas e de ar, conduzindo a series de alterações climáticas. Tal fenômeno decorre da emissão de gases poluentes, como gás carbônico e coloca em risco o futuro da humanidade. O aquecimento da terra é hoje um fato concreto, se estima que até o final do século a temperatura da terra aumente cerca de 4ºC. as conseqüências desse fenômeno será o derretimento de partes das calotas polares e de neve nas regiões montanhosas, com a conseqüente elevação do nível dos oceanos entre 18 até 58cm . Isto trará graves conseqüências, inúmeras cidades costeiras e ilhas poderão ser submersas.
Em fevereiro de 2005 entrou em vigor o Tratado de Kioto com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes. Ele estabeleceu “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” entre os países em relação ao efeito estufa, isto fundamenta a posição daqueles que defendem que o combate à poluição tem que ser realizado e levando em conta o processo histórico – isto é, aqueles que poluem mais e há mais tempo, como os países ricos, cuja industrialização já dura dois séculos, precisam arcar com uma parcela maior desse custo do que os países m desenvolvimento, que lutam contra a pobreza e pela elevação da qualidade de vida de seus povos. Com isso colocou a principal responsabilidade nos países desenvolvidos que emitem, há muitos anos, os gases que provocam o efeito estufa. Porem os paises ricos (a exemplo EUA), não assinaram o Tratado de Kioto, e nem se sentem responsabilizados pela grande catástrofe global prevista pela comunidade cientifica internacional.
O desmatamento continua acelerado e ininterrupto. O mundo já perdeu metade de suas florestas originais. Na zona tropical a perda anual somou 130km2. Este problema tem como causa principal o modelo agrícola capitalista baseado em grandes propriedades e na monocultura (hoje o desmatamento é a razão principal que coloca o Brasil no Ranking do 3º país mais poluidor do mundo). Como sabemos menos de 1% da água do planeta é potável, e o consumo continua crescendo de forma alarmente. A partir de 1950 o consumo de água triplicou, mais de 25 paises do mundo já sofrem com grande escassez de água doce, sendo que alguns paises árabes importam água potável a preços superiores ao do petróleo que exportam. O Banco Suíço Pictey prevê que em 2015 as empreas privadas fornecerão água potável para cerca de 1,75 bilhões de pessoas. Os maiores fornecedores serão a Nestlé e a Danone, entrando mais recentemente no mercado a Coca-Cola e a Pepsi-Cola. Ofato é que a questão da água está se tornando um problema extremamente grave e razão de conflitos e guerras. Mesmo diante deste quadro a água é usada de forma indevida e com grandes desperdícios.
Se todos pensam que os problemas ambientais se resumem apenas as questões internacionais ou nacionais, se enganam. Com o aquecimento global, regiões como o semi-árido (60% do território de Pernambuco) se tornarão ainda mais quentes, e inóspitas. As chuvas diminuíram e o polígono da seca irá se agravar. Segundo os estudiosos temos no nordeste milhares de refugiados ambientais, como os que vemos nos noticiários da TV.
Em nossa região vemos a falta de consciência ambiental principalmente nas áreas urbanas. O Rio Capibaribe e seus afluentes são tratados como grandes fossas urbanas, os resíduos sólidos e líquidos são despejados sem nenhum tratamento em suas águas. A produção de confecção coloca Santa Cruz do Capibaribe como a 22ª cidade mais rica em termos de PIB do estado (de um universo de 185 cidades), porém os resíduos da produção não são reaproveitados deixando de gerar centenas de empregos e preservar o ambiente urbano e muitas vezes rural. Santa Cruz do Capibaribe é uma das poucas cidades pernambucanas que possui aterro sanitário, porém se não houver uma consciência em separar o Lixo nas próprias residências e fabricas a coleta nunca acontecerá da forma proposta, e ávida útil do aterro cairá para menos de 4 anos. (pois se tornará um lixão).
SEGUIMENTO AMBIENTALISTA NA UJS
MAXISTA – SUSTENTABILIDADE DEMOCRATICA
Nosso seguimento considera que a solução efetiva dos problemas ambientais só será possível com a adoção de um modo de produção que não seja voltado para o lucro, mas sim para o bem estar da sociedade. Onde a propriedade não seja privada, mais sim propriedade social. Esta alternativa coloca o modo capitalista de produção como causador dos atuais níveis de degradação ambiental e propõem a construção de uma nova sociedade, uma sociedade socialista, um socialismo renovado incorporando a questão ambiental como questão relevante a ser resolvida. Entretanto, a implantação do socialismo, por si só, não resolve a questão ambiental, sendo necessário que esteja já presente na agenda da construção socialista e durante a construção do socialismo.
Todavia, a visão marxista leva em conta a correlação de forças para apresentar suas propostas de luta política a cada momento. A conquista do socialismo, com avanços mais aprofundados na questão ambiental, não está colocada no horizonte imediato. O aprofundamento da democracia é, no dizer de Lênin, o caminho mais curto para avançarmos rumo ao socialismo.
Assim sendo, do ponto de vista da luta imediata, e da luta em defesa do meio ambiente, nos dias atuais, se identificamos com a corrente da Susténtabilidade Democrática,( que defende a tese de que o desenvolvimento sustentável só será possível com as alterações no modelo de produção e consumo da sociedade. Tal posição não rompe com o capitalismo, mais propõem medidas que aprofundam o processo democrático assegurando a defesa do meio ambiente e a melhoria das condições de vida do povo, defendendo também a participação do Estado e da Sociedade civil, na luta em defesa do meio ambiente. A posição marxista adota esta posição no rumo do processo de acumulação de forças a construção da sociedade socialista.
(Por Willamy Feitosa)
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