terça-feira, 25 de novembro de 2008

Inaugurando as atividades do núcleo LGBT


Thales Moreira é o Coordenador do Núcleo LGBT/ UJS de Santa Cruz do Capibaribe. Faz parte da diretoria que tomou posse este ano e inaugura com o texto abaixo as atividades do núcleo. Milita a pouco tempo na União da Juventude Socialista, mas já demonstrou ter a garra e competência necessárias para mudar a sociedade na qual vivemos. Tem sido de fundamental importância para quebrar paradigmas, inclusive os nossos.
As atividades do núcleo inauguram agora com promessa de um grande fórum de discussão sobre Igualdade na Diversidade no mês de Janeiro. Mais detalhes sobre o evento serão divulgados nos próximos dias. Confiram!

Diversidade Sexual : Tabu que ainda precisa ser quebrado


Em um Mundo Globalizado, moderno, praticamente sem barreiras, ainda encontramos uma, na qual esbarramos: “ PRECONCEITO “.
Ao se falar em Diversidade Sexual, ânimos se exaltam, diálogos acalorados começam a surgir. Esse tema é muito complexo e pouco difundido de forma esclarecedora à sociedade.
Sabemos que foram criados estereótipo dos indivíduos do segmento LGBT e é a partir desses estereótipos que o preconceito começa a fluir dentro da sociedade. A falta de informação cria uma atmosfera obscura quando se trata do assunto Diversidade Sexual. Ainda se ouve muita gente perguntar a meninos e meninas: Quando foi que você virou GAY?”. Ninguém vira GAY, ninguém opta por ser GAY.
Ou seja, o termo Opção Sexual é ERRADO. Nós já nascemos GAYS, BISSEXUAIS ou HETEROSSEXUAIS. Nenhum ser humano muda de orientação sexual. O que acontece é, o individuo demonstrar, dar vazão ou não a sua orientação sexual.
Infelizmente, o preconceito incutido na sociedade faz com que indivíduos, HOMO ou BISSEXUAIS, na sua maioria vivam a LEI DO SILÊNCIO. Muitas dessas pessoas passam uma vida inteira castrando seus sentimentos, encenando, interpretando uma personagem que não existe.
A diversidade sexual se dá através de diferentes formas de relacionamentos, de uma convivência entre indivíduos do mesmo sexo ou não. Por isso, a expressão:” DIVERSIDADE”, várias formas de AMAR e SER AMADO.
Há um lapso temporal muito curto achava-se que o HOMOSSEXUAL e o BISSEXUAL eram indivíduos acometidos por uma patologia psicológica, na qual se desenvolvia um distúrbio de personalidade, onde o doente passava a ter um desvio de conduta, deixava de sentir atração física e ou amorosa pelo sexo oposto e desenvolvia a atração pelo sexo semelhante. Essa tese foi posta em cheque e caiu em desuso. Pois, a mesma é tida como fora dos padrões científicos.
Hoje, o sufixo ISMO, não mais é usado, pois o mesmo dava a condição de que o individuo homossexual sofria de uma patologia. Fato que não é verdadeiro.
Ou seja, passamos de indivíduos fora dos padrões psicossocias aceitos, para indivíduos que estão desenvolvendo uma forma “ DIFERENTE DE AMAR “. Criamos o termo HOMOAFETIVIDADE para colocarmos no lugar do termo HOMOSSEXUALISMO.
Portanto, não se pode mais fechar os olhos para essa realidade social. Somos uma parcela da sociedade e temos poder de decisão. Esse tema não mais sairá do cotidiano, cada vez mais estará presente em nossas VIDAS.