terça-feira, 25 de novembro de 2008

Inaugurando as atividades do núcleo LGBT


Thales Moreira é o Coordenador do Núcleo LGBT/ UJS de Santa Cruz do Capibaribe. Faz parte da diretoria que tomou posse este ano e inaugura com o texto abaixo as atividades do núcleo. Milita a pouco tempo na União da Juventude Socialista, mas já demonstrou ter a garra e competência necessárias para mudar a sociedade na qual vivemos. Tem sido de fundamental importância para quebrar paradigmas, inclusive os nossos.
As atividades do núcleo inauguram agora com promessa de um grande fórum de discussão sobre Igualdade na Diversidade no mês de Janeiro. Mais detalhes sobre o evento serão divulgados nos próximos dias. Confiram!

Diversidade Sexual : Tabu que ainda precisa ser quebrado


Em um Mundo Globalizado, moderno, praticamente sem barreiras, ainda encontramos uma, na qual esbarramos: “ PRECONCEITO “.
Ao se falar em Diversidade Sexual, ânimos se exaltam, diálogos acalorados começam a surgir. Esse tema é muito complexo e pouco difundido de forma esclarecedora à sociedade.
Sabemos que foram criados estereótipo dos indivíduos do segmento LGBT e é a partir desses estereótipos que o preconceito começa a fluir dentro da sociedade. A falta de informação cria uma atmosfera obscura quando se trata do assunto Diversidade Sexual. Ainda se ouve muita gente perguntar a meninos e meninas: Quando foi que você virou GAY?”. Ninguém vira GAY, ninguém opta por ser GAY.
Ou seja, o termo Opção Sexual é ERRADO. Nós já nascemos GAYS, BISSEXUAIS ou HETEROSSEXUAIS. Nenhum ser humano muda de orientação sexual. O que acontece é, o individuo demonstrar, dar vazão ou não a sua orientação sexual.
Infelizmente, o preconceito incutido na sociedade faz com que indivíduos, HOMO ou BISSEXUAIS, na sua maioria vivam a LEI DO SILÊNCIO. Muitas dessas pessoas passam uma vida inteira castrando seus sentimentos, encenando, interpretando uma personagem que não existe.
A diversidade sexual se dá através de diferentes formas de relacionamentos, de uma convivência entre indivíduos do mesmo sexo ou não. Por isso, a expressão:” DIVERSIDADE”, várias formas de AMAR e SER AMADO.
Há um lapso temporal muito curto achava-se que o HOMOSSEXUAL e o BISSEXUAL eram indivíduos acometidos por uma patologia psicológica, na qual se desenvolvia um distúrbio de personalidade, onde o doente passava a ter um desvio de conduta, deixava de sentir atração física e ou amorosa pelo sexo oposto e desenvolvia a atração pelo sexo semelhante. Essa tese foi posta em cheque e caiu em desuso. Pois, a mesma é tida como fora dos padrões científicos.
Hoje, o sufixo ISMO, não mais é usado, pois o mesmo dava a condição de que o individuo homossexual sofria de uma patologia. Fato que não é verdadeiro.
Ou seja, passamos de indivíduos fora dos padrões psicossocias aceitos, para indivíduos que estão desenvolvendo uma forma “ DIFERENTE DE AMAR “. Criamos o termo HOMOAFETIVIDADE para colocarmos no lugar do termo HOMOSSEXUALISMO.
Portanto, não se pode mais fechar os olhos para essa realidade social. Somos uma parcela da sociedade e temos poder de decisão. Esse tema não mais sairá do cotidiano, cada vez mais estará presente em nossas VIDAS.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

UJS 24 Anos


Dia 22 de Setembro de 2008. Dia em que a gloriosa União da Juventude Socialista completa 24 anos. São 24 anos de luta em defesa do Brasil, 24 anos lutando para concretizar o sonho de tornar o Brasil um país melhor de se viver, onde a educação não seja tratada com descaso, a saúde seja levada à sério, as desigualdades sociais cheguem ao fim, onde não exista mais esse apharteid social que faz surgir diante de nós escolas para ricos e escolas para pobres, hospitais para ricos e hospitais para pobres. Um Brasil dos ricos feito de prédios luxuosos, carros importados, carnaval nos camarotes, dinheiro no bolso, seguranças particulares e viagens ao exterior, um Brasil feito por pessoas que apesar de todos os privilégios nunca se orgulham do seu país; um Brasil dos pobres que vive com salário mínimo, depende do nosso sistema de transporte deficitário para chegar nas escolas públicas de má qualidade ou em suas casas afastadas do centro da cidade para onde ninguem olha, sem saneamento e sem proteção do Estado, mas que ainda assim se alegra em ir ao sambódromo em fevereiro, subir alegremente as ladeiras de Olinda, brincar nas ruas de salvador, jogar bola nos campos de terra, assistir a seleção jogar pela televisão, mesmo que seja em uma casa humilde numa favela desprotegida, e que bate no peito e diz: Sou brasileiro e me orgulho!

É pelo fim desses dois brasis que luta a União da Juventude Socialista, é por esse povo sofrido e alegre que nasceu da miscigenação entre branco, índio e negro e que por isso é rico em sua cultura, que lida com as diferenças e recebe o mundo todo com um largo sorriso e um seja bem-vindo.

É pela trajetória de grandes lutas, por ter organizado os estudantes na rua pra pedir o impeachment de um presidente que desonrou as cores de nosso país, por ter combatido uma ditadura militar, pedido o direito de eleger o presidente do Brasil, por ter conseguido fazer com que a juventude pudesse votar aos 16, por criar consciência, alimentar sonhos, e nunca desistir que nos orgulhamos de dizer : eu sou artista e operário, sou estudante e esportista, eu sou Brasil, eu sou de luta, sou União da Juventude Socialista!

A UJS de Santa Cruz comemora essa data de forma comedida, com orgulho, mas sem esconder o pranto, o pranto por ter perdido a sua patrona, por ter visto partir a que primeiro acreditou em nós ! E a vida sempre nos dá motivos para continuar. Hoje ela nos deu um : a certeza de que a nossa luta não foi em vão. São 24 de história que ajudamos a escrever e isso já é motivo mais que suficiente para continuar!


Iana Paula

Homenagem Póstuma

Foi com imensa alegria que há 4 meses homenageamos Cida Feitosa em solenidade estudantil, que dissemos a ela o quanto a sua presença constante era importante para que continuássemos a lutar por nossos objetivos.
No dia 20 de Setembro, vimos fechar os olhos a patrona de nossa entidade, a pessoa que primeiro nos acolheu, que nos deu força e nos ensinou a não dessitir de nossos sonhos.
A nossa cidade se cobriu de luto: homenagem terrena à grande guerreira. Com lua minguante esplendorosa os céus te receberam: Homenagem divina a tua chegada aos braços do Pai. Música meu primeiro amor que versa assim : Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor, na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor, igual a uma borboleta vagando triste por sobre a flor, teu nome sempre em meus lábios irei chamando por onde for. Você nem sequer se lembra de ouvir a voz desse sofredor que implora por seus carinhos, só um pouquinho do seu amor. Meu primeiro amor tão cedo acabou, só a dor deixou nesse peito meu. Meu primeiro amor foi como uma flor que desabrochou e logo morreu. Nesta solidão, sem ter alegria o que me alivia são meus tristes... ais...São prantos de dor que dos olhos caem. É porque bem sei que quem eu tanto amei não verei...Jamais... : Homenagem de um filho que acaba de perder seu porto seguro, homenagem de uma entidade que acaba de perder sua patrona, homenagem de um grupo de amigos que não deixará morrer jamais a sua lembrança, seus ensinamentos e sonhos.
E é em nome desse sonho que não desistiremos, que apesar do pranto comedido e da dor da tua ausência, continuaremos a lutar!
Vai com os anjos Dona Cida, vai em paz!

“QUE PAÍS É ESSE?”




Parece fácil responder essa pergunta, mas não é. O Brasil é um dos países que possui uma das maiores reservas de água doce do mundo, no entanto não estamos cuidando dessa reserva, temos uma Amazônia que a cada dia é destruída numa velocidade tremenda, somos uma população pequena comparada ao nosso território, e ainda há quem fale em controle de natalidade.
O Brasil se veste de verde amarelo e joga bola, pula carnaval e dança forró, mas temos também grandes índices de analfabetismo, temos crianças e jovens que são explorados, temos autos índices de acidentes de trânsito, temos um número elevadíssimo de favelas desestruturadas e que crescem assustadoramente sem condições estruturais e psicológicas para seus habitantes.
Mas nós temos ainda mais, temos uma população que saiu às ruas e gritou, 1, 2, 3, 4, 5, 1.000, queremos eleger o presidente do Brasil tudo isso num ato de amor a pátria que tinha suas pernas decepadas, temos um povo que tem uma das melhores expectativas no futuro, e isso é mais que uma prova de que nosso povo tem coragem de lutar para fazer do nosso país um lugar ainda melhor de se viver, um país digno de uma democracia que não seja maquiada e feita de 2 em 2 anos no processo eleitoral, mas que seja construída no dia-a-dia com a população, de forma participativa e não excludente.
Precisamos de reformas, muitas e urgentes, reformas essas que vão nos conduzir ainda mais ao progresso e essas reformas devem ser: reforma agrária, reforma urbana, reforma na educação e principalmente reforma política, por que não podemos continuar permitindo que os nossos governantes sejam manipuladores da massa, nem que a eleição seja uma olimpíada onde ganha às melhores medalhas quem mais gasta dinheiro, fazendo com que as pessoas das classes de baixa renda fiquem a margem desse processo e que sejam sempre coadjuvantes e nunca atores principais desse cenário onde são maioria.
Para que muitas dessas mudanças aconteçam é necessário que o povo entenda que o político é um funcionário do povo, eleito pelo povo para trabalhar em prol da comunidade e só. E para fazer com que todos entendam isso é necessário nos organizar e passar essas e outras informações para a população que está adormecida, por isso é necessário sua presença para que juntos acordemos a todos, por isso eu convoco você a se filiar no PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL e também na UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA.
Emília Raffaele
Santa Cruz do Capibaribe, 08 de setembro de 20008

sábado, 26 de julho de 2008

Os Movimentos de Juventude se unem para apoiar a candidatura de Willamy Feitosa


Somos dezenas de militantes e filiados de entidades e movimentos sociais e de juventude, e estamos declarando e defendendo a candidatura de Willamy Feitosa. Pela primeira vez teremos o movimento de juventude centralizando apoio a um jovem preparado e de grande visão.
A escolha não poderia ter sido melhor, Willamy Feitosa é estudante concluinte do curso de Economia pela Faculdade do Vale do Ipojuca em Caruaru, estudou em escola pública, viu de perto e sofreu com a defasagem de nosso ensino e com a dificuldade que nossa juventude enfrenta para ter acesso a uma instituição de ensino superior. Assim como tantos outros jovens, ele teve que batalhar por uma bolsa de estudos em uma faculdade particular e enfrentar uma rotina de viagens diárias até outra cidade para concluir os seus estudos.
Além de ter sentido na própria pele o descaso com essa parcela da sociedade que é mola propulsora de nossa economia, Willamy teve uma grande escola: a participação desde muito cedo em movimentos estudantis e sociais. Foi presidente da Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe, Diretor da União Dos Estudantes de Pernambuco, Presidente do DCE da FAVIP e Diretor Estadual e Municipal da União da Juventude Socialista. A bagagem que acumulou durante os anos de sua aguerrida militância, lhe proporcionou o contato direto com os problemas que enfrentamos, ampliou a sua visão do mundo e da política, aguçou o seu senso crítico, exercitou a sua versatilidade, fazendo com que ampliasse a sua luta ao movimento ambientalista, que incentivasse a criatividade e atuação dos movimentos alternativos, que lutasse contra a homofobia e acima de tudo ensinou que nada vem sem trabalho, sem esforço e sem luta.
Em cada ato, em cada passeata, em cada luta realizada durante os anos de sua atuação, seja no movimento estudantil, na divulgação da cultura popular de nossos artistas ou defendendo o rio Capibaribe e a Serra do Pará, Willamy levou consigo o desejo de mudança, e lutou não só com paixão, mas com a mente lúcida, o olhar crítico e o braço forte de quem é jovem e sabe como ninguém os problemas e anseios de uma galera que sofre com uma educação de má qualidade, que não tem incentivo ao esporte, cultura e lazer e que são lembrados e cobrados como futuro de uma nação, mas esquecidos enquanto presente que tem vontade, necessidades e problemas a serem resolvidos.
É por tudo isso, é por reconhecer em Willamy a alma de uma juventude que sofre, mas que não perde a garra, o sonho e a irreverência, é por enxergar nele um guerreiro que usa como arma a pureza de seus ideais, que conclamamos jovens, homens e mulheres, militantes dos mais variados movimentos, à junto conosco participarem da grande renovação política de nossa cidade, elegendo Willamy Feitosa vereador.



Assinam essa carta

Emília Raffaele – Presidente da AESSCC
Luana Lopes – Diretora de Mulheres do Grêmio da Escola Dr. Adílson
Aldair Tibúrcio – Diretor de Movimento Estudantil da Escola José Francelino Aragão
Monalisa Tibúrcio – Coordenadora Municipal da Conf. Dos Trabalhadores do Brasil – CTB
Ronivaldo – Diretor de Movimento Estudantil da Escola Maria do Socorro
Débora Gilberlânia – Diretora de Movimento Estudantil da Escola Maria do Socorro
Társsia Fernanda – Presidente do Conselho Municipal de Juventude de SCC
Iana Paula – Movimento Universitário de Santa Cruz do Capibaribe
João Batista – Juventude Betesda de SCC
José Gabriel – Artista Plástico – SCC
Lúcia Stumpf – Presidente da UNE
Ismael de Almeida Cardoso – Presidente da UBES
Anne Cabral – Presidente da UEP
Priscila – Militante da UJS SCC
Danilo – Diretor de Movimento Estudantil do Instituto Albert Einstein
Sandro – Movimento Alternativo de Rock SCC
Gleison Deodato – Movimento de Músicos Independentes de SCC
Andrei – Diretor de Movimento Estudantil da Escola Malaquias Cardoso
Carlos Alberto – Sind. Dos Servidores Municipais de SCC
Bruna Rafaela – Diretora Municipal da UJS
Thales Moreira – Diretor Municipal de Diversidade da UJS de SCC
Ivison – Liderança Juvenil do Bairro Santa Teresa
Fernanda – Diretora de Movimento Estudantil da Escola Padre Zuzinha
Chupeta – Diretor de Movimento Estudantil da Escola Sevy Barros
Jesus – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL
Coletivo Municipal da Juventude Hip-Hop
Laiana- Movimento Teatral SCC
Bacural – União de Negros pela Igualdade – UNEGRO
Luciano – Diretor de Movimento Universitário da CESAC
Tiago – Juventude Evangélica Madureira
Tiago Oliveira Caetano – Presidente da UMES
Erick Jéferson – Membro da Associação dos moto-taxistas de SCC
Coordenação Municipal da Corrente Sindical Classista
Daniela Araújo – Estudante de Administração da Universidade Federal de Pernambuco

Além de lideranças dos movimentos abaixo:
Movimento de Evangélicos Progressistas – MEP
Movimento Ambientalista
Movimento pela Inclusão dos portadores de necessidades especiais
Coletivo Juvenil dos Trabalhadores do Magistério de Santa Cruz do Capibaribe


Plenária de Lideranças do Movimento de Juventude em apoio a Candidatura de Willamy Feitosa à Vereador.

Congresso Nacional da UJS

Congresso Nacional da UJS

Reunir os militantes de todo o país, identificar erros, mostrar os acertos, discutir a nossa política, eleger nossos representantes, avaliar nossa participação. Tudo isso acontece há cada biênio, em um só momento, em um mesmo lugar: O Congresso Nacional. Por isso o evento é o momento mais importante para a nossa militância.

O Décimo Quarto Congresso Nacional da UJS ocorreu entre os dias 12 e 15 de Junho de 2008, na cidade de São Paulo - SP e as diretoras municipais da UJS de Santa Cruz Iana Paula e Monicky Mel Araújo se fizeram presentes representando a nossa militância. Lá puderam manter contato com militantes de outros estados, trocar idéias, dividir experiências, e claro aprender.
A pré-tese foi exaustivamente discutida, e sofreu várias alterações pelo conjunto da militância, assim como também houve alterações em nosso estatuto. Nas discussões, reafirmamos a nossa atuação dentro do movimento estudantil, vendo nele nosso principal meio de atuação e força, mas lembrando que apesar de sua importância, não poderá e não será a única preocupação de nossos militantes nesses próximos dois anos, mostrando a versatilidade de nossa entidade que mostra a sua política nas áreas das jovens mulheres feministas, no movimento GLBTT, no movimento cultural, no Hip-Hop, com os jovens trabalhadores e aonde quer que a juventude se faça presente.

Foi reafirmada a importância do nosso novo modelo de atuação, com divisões em pastas e trabalhando a autonomia das mesmas, mas sem perder a unidade, facilitando o trabalho e fazendo com que nossa atuação seja mais precisa e expressiva dentro de cada área. Com o intuito de discutir esse novo modelo de atuação e de dar unidade ao trabalho de nossa militância, as delegações se dividiram no segundo dia do congresso em grupos de discussão de cada pasta, sendo eles: Finanças, Organização, Solidariedade Internacional, e Comunicação, do qual participaram as nossas militantes santacruzenses.

O congresso aconteceu no Parque da Juventude, onde funcionava o presídio Carandiru, e na noite da sexta-feira, militantes da UJS fizeram um ato no pátio do parque formando uma fila ao redor do local com velas acesas, em memória dos jovens que morreram no massacre dentro da penitenciária.

A parte cultural do evento contou com a participação do grupo Voluntários da Pátria, com Tico santa Cruz, e que apesar de ser um momento de descontração, ganhou cunho político, onde foi discutido entre conjunto musical e militância a influência da mídia e a importância de ocuparmos espaços dentro deste, que se faz o 4 ° poder e que nas palavras do vocalista do grupo “é a mídia que atinge, educa e dita a maneira de pensar desses que futuramente serão os governantes do nosso país, então que ocupemos esses espaços de poder para que sejamos nós a ditar as formas de pensamento.”

O Congresso contou com a participação de destacadas personalidades no nosso cenário político e social, bem como das delegações de Portugal, Angola, Cuba, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Sudão e Venezuela. Contamos com a participação de Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil - PCdoB, Luís Dulce, Aldo Rebelo, o Cônsul de Cuba no Brasil,ministro Orlando Silva e o vice-presidente do nosso país: José Alencar, mostrando a importância que a nossa entidade conquistou no nosso cenário político pela sua responsável e destacada militância. Militância essa que foi ressaltada e prestigiada na fala de todos os convidados.

No último dia foi realizada a plenária final, onde foram votadas as alterações da tese e do estatuto e eleita a diretoria que estará a frente da nossa gloriosa UJS nesses dois anos. Marcelo Gavião, por sua competência, abnegação e espírito revolucionário foi reconduzido ao cargo de presidente e Pernambuco teve presença garantida elegendo Silvana Paula, Anne Cabral, Paula Falbor, Elton Gutemberg, Ossi Ferreira e Alcides do Anjos (jesus) para compor o quadro da diretoria nacional. No momento da plenária tivemos também homenagens aos militantes que estão deixando a União da Juventude Socialista por terem atingido a idade limite ou por estarem cumprindo outras funções, foram momentos de comoção por se tratar da despedida de companheiros de luta que contribuíram enormemente para a nossa causa, que deram seu suor, seu tempo, seu amor à construção do socialismo no Brasil. Entre os homenageados tivemos o nosso querido Geraldo Villar, ex-diretor da UNE, ex-presidente da UEP - PE, e ex-dirigente nacional da UJS.

E em clima de comoção e com o espírito de luta renovado se encerrou o vitorioso 14 ° Congresso da União da Juventude Socialista.


Destaques Do Congresso Nacional

O ministro Luiz Dulci , pontuou que a Juventude tem a característica de lutar não só por seus direitos, mas pelo direito do outro.
Relembrou a luta da juventude contra o nazi-fascismo, a criação da Petrobrás e outras conquistas. Falou que ninguém é importante sem grandes responsabilidades e reafirmou a nossa responsabilidade de militância e exemplo. " Aqui tem alma" " Se tem uma coisa que a união da juventude socialista tem é alma!"

Tico Santa Cruz Durante Show pra galera da UJS:

" Nós levamos uma idéia e repassamos ela, e queria que vocês levassem ela também como uma bandeira de luta pra gente tentar fazer o Brasil ir pra frente, prestem atenção, prestem bem atenção: todo político eleito no Brasil tinha que utilizar os serviços que oferece ao povo, todo filho de político eleito no Brasil tinha que estudar em escola pública, mulher de político devia freqüentar maternidade e hospital público, talvez quando eles utilizarem isso que oferecem ao povo, aí talvez eles valorizem o que nos oferecem! Valeu aí UJS, valeu vocês que possuem uma ideologia, que lutam pelo Brasil !"

Cônsul de Cuba: " É sempre bom saber que se poed contar com o braço forte, a mente lúcida e o coração quente da juventude"

Não se pode deixar de comentar as duas coisas mais ouvidas durante os 4 dias de atividades, e que tenho certeza, serão ainda faladas e relembradas por todos aqueles que fazem ou já fizeram a União da Juventude Socialista: A UJS é uma escola ! e A UJS é um caso de amor !
Duas grandes verdades!

Fotos Congresso Nacional

UJS, UJS, UJS!
Aldo Rebelo prestigiando o Congresso

Debate de Comunicação no qual estavam presente nossas diretoras municipais

Ato em memória dos jovens que morreram no massacre do Carandiru

Tico Santa Cruz durante o show no alojamento



Congresso Estadual da UJS

Nos dias 07 e 08 de Junho de 2008, foi a vez dos jovens socialistas do Estado de Pernambuco se encontrarem para discutir as suas diretrizes dos próximos 2 anos e eleger a diretoria estadual. E a bancada de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama marcou presença levando 48 delegados até o campus da Universidade Federal de Pernambuco em Recife, onde aconteceu o congresso.

E mais uma vez a nossa delegação impressionou não só pela quantidade de pessoas, mas pela qualidade dos discursos e intervenções feitas por nossos delegados nos grupos de discussão e debates. Muitos deles participavam pela primeira vez de uma etapa estadual do congresso e para eles tudo o que viram e ouviram serviu de aprendizado.

Logo após o ato político de abertura com a presidente estadual Silvana Paula, assistimos ao filme Guerrilha do Araguaia, que causou grande comoção entre os nossos militantes, mas que acima de tudo deu ânimo novo para que continuássemos a lutar.

Logo após o almoço as delegações se dividiram em Grupos de Debates. A nossa se dividiu visando a participação em todos os grupos, assim, pudemos participar das discussões em torno do movimento estudantil secundarista; movimento estudantil universitário; gênero; GLBTT; Cultura e esporte; Discriminação Racial;

As intervenções de nossos delegados na elaboração de propostas foi rica, com destaque para o movimento estudantil universitário, onde nossos diretores deram grandes e numerosas contribuições levando a realidade de nossa região à outros municípios e elaborando propostas.
Marcamos presença inclusive nas apresentações culturais do Congresso que neste ano tiveram mais espaço. O grupo santacruzense de Hip-Hop You Can Dance se apresentou e arrancou elogios e aplausos dos demais participantes, tendo sido convidado a se apresentar na cidade de Bezerros, expandindo os horizontes de nossa participação cultural no estado.

Na plenária final tivemos a votação das propostas feitas no dia anterior nos grupos de discussão, recebemos a visita de Luciano Siqueira e elegemos a Diretoria Estadual da nossa gloriosa UJS Pernambuco, que há cada biênio se destaca mais no cenário nacional, mostrando aumento não só quantitativo, mas qualitativo da nossa militância. E se Pernambuco se destaca no Brasil, Santa Cruz se destaca em Pernambuco! Prova disso foi a indicação e aprovação de 4 dos nossos 13 dirigentes municipais para fazer parte da direção estadual da nossa entidade. São eles : Willamy Feitosa, Tallys Augusto, Tiago Oliveira e Emília Raffaele, militantes que há muito vêm lutando por nossa causa e que muito contribuirão ampliando ou mantendo a sua participação no estado.

Fotos do Congresso Estadual

Bancada de Santa Cruz no Congresso Estadual

Apresentação do grupo santacruzense de Hip Hop You Can Dance


A Galera do You CAn Dance junto aos diretores municipais da UJS

Emília, Tallys e Willamy depois de serem eleito para a diretoria estadual

sábado, 28 de junho de 2008

3 ° Congresso Municipal da UJS de Santa Cruz do Capibaribe

No dia 31 de Maio, jovens socialistas da região se encontraram para realizar o 3 ° Congresso da União da Juventude Socialista de Santa Cruz do Capibaribe. O evento foi realizado no CESAC, com início às 15:00 horas e contou com a participação de jovens da nossa cidade, de Toritama, Taquaritinga e Vertentes.
A mesa condutora das atividades abriu o congresso apresentando algumas das principais frentes de atuação da UJS, contou um pouco da nossa história e fez uma pequena explanação sobre conjuntura política nacional.
O diretor Bruno Rafael que esteve há pouco em Brasília participando da Conferência Nacional de Meio Ambiente falou da importância do tema e sobre a atuação recente da UJS na área. O movimento estudantil Universitário e Secundarista sempre representou a maior força da nossa organização, por isso foi um dos temas debatidos pela também diretora da UJS Iana Paula. O ex- presidente e fundador da Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe - AESSCC, ex- diretor da UNIão dos Estudantes de Pernambuco - UEP, ex- presidente do DCE da FAVIP e membro da diretoria estadual da UJS e que atualmente atua na frente de meio - ambiente, Willamy Feitosa, mostra a sua versatilidade e compromisso com as questões da juventude trazendo o debate de diversidade sexual ao congresso, mostrou como o tema ainda é tratado com preconceito e como a UJS deve trabalhar para que esse quadro se reverta. Contamos também com a presença da jovem Társsia Fernanda (bacharel em Direito), com o debate de cultura, onde falou dos CUCAs da UNE , da Bienal de Cultura e Arte promovida pela mesma entidade e da importância da cultura como fator de integração social. O debate que mais se mostrou polêmico e participativo foi o de conjuntura política feito pela presidente da AESSCC Emília Raffaele, que comparou o desenvolvimento do país durante o governo de Fernando Henrique com o do atual presidente Lula nas áreas de educação, saúde e inserção social, mostrando o crescimento dos últimos anos, mas apontando as melhorias que ainda devem ser feitas, falou do voto aos 16 anos e da necessidade de lutarmos contra a redução da maioridade penal. Antes que fosse dado início aos grupos de discussão, o então presidente municipal da UJS, Tallys Augusto, falou da história de lutas da nossa entidade desde a sua fundação e apresentou de forma rápida as linhas de atuação que ainda não haviam sido expostas, como as de gênero, movimento hip hop e de jovens trabalhadores.
Debate de Conjuntura
Cultura
Movimento Estudantil
Delegados do Congresso

Bancada de Toritama

Grupos de Discussão (GDs)

Os delegados ao congresso se dividiram em 3 grupos de discussão: Movimento Estudantil, dirigido por Iana Paula e Tallys Augusto; Cultura e Diversidade Sexual, dirigido por Willamy Feitosa; e Meio Ambiente e Conjuntura Política, dirigido por Emília Raffaele e Tiago Oliveira presidente da UMES. Nos grupos, os debates que a mesa condutora das atividades havia iniciado, se aprofundaram e foram intensos. Neles foram elaborados propostas de acordo com o tema discutido para serem votadas por todos os delegados do congresso.
GD de Conjuntura com Emília Raffaele e Tiago Oliveira

GD de Diversidade Sexual com Willamy Feitosa e Thales Moreira


GD de Movimento Estudantil com Iana Paula e Tallys Augusto

Atividade Cultural


No intervalo entre os grupos de discussão e a plenária final, tivemos apresentação de capoeira, mostrando a nova roupagem da UJS que se propõe à partir desse congresso a estender e intensificar a atuação das suas frentes, dando a elas autonomia. A frente de cultura mostra a sua importância enquanto fator de lazer e integração social. No caso específico da capoeira, além de ensinar os jovens a ter disciplina ( o que se reflete no convívio social e nos estudos), ainda resgata as nossas raízes africanas, valorizando aqueles que ajudaram a construir a nossa identidade étnica tão diversa e rica.

Plenária Final

Na plenária final tivemos a apresentação e votação das propostas e da nova diretoria. A galera que vai dirigir durante os próximos dois a nossa combativa UJS é composta por 17 pessoas e tem à frente desafios como tornar a AESSCC mais participativa, estender a caravana da AESSCC às universidades, criar CA’s em todos os cursos da FADIRE e CESAC, criar o DCE das nossas faculdades, criar o núcleo GLBTT em Santa Cruz do Capibaribe, dar mais apoio às entidades de cultura, etc.

Nova Diretoria

Diretores da Gestão 2008-2010
Abaixo, o nome dos diretores eleitos com 100% dos votos e que levarão adiante a União da Juventude Socialistas de SCC nos próximos 2 anos:


Willamy Feitosa ( Presidente)
Emília Raffaele
Tallys Augusto
Iana Paula
Bruno Rafael
Bruna Rafaela
Tiago Oliveira
Monicky Mel
Társsia Fernanda
Tales Moreira
Luana Lopes
Ronivaldo
Aldair Tibúrcio
Monalisa Tibúrcio
Ericky Williams
Débora Gilberlândia
Osanilda Silva
Diógenes

Homenagem Na Plenária Final

Foi com lágrimas nos olhos e em clima de homenagem que diretores da gestão que se encerrou lembraram o desafio de manter a UJS no mesmo nível de participação e consciência, sem ter mais à frente da entidade o aguerrido Tallys Augusto Maia, que durante 5 anos mostrou competência, força e principalmente paixão à entidade, estando presente em todas as lutas, buscando conscientizar mais pessoas, e levando esse sonho com responsabilidade, sonhando sem tirar os pés do chão. Foram 5 anos de uma presidência séria, combativa e de muita doação, mas acima de tudo, foram cinco anos de amizade cultivada, e de respeito conquistado e é por tudo isso que fará falta. Em clima de comoção, Tallys lembrou que nunca esteve sozinho, que sempre pode contar com os demais diretores e militantes e passou a presidência à Willamy pelo seu histórico de luta e compromisso, e com a certeza de que a UJS se manterá como exemplo de sonho e militância.

I Noite Cultural da UJS SCC

Grupo de Hip-Hop You Can Dance e o Presidente Municipal da UJS Willamy Feitosa


As atividades do 3 ° Congresso Municipal se estenderam durante a noite, onde tivemos na quadra do CESAC , apresentações de Rock, Solos de guitarra, Forró Pé de Serra, e Hip-Hop. A noite cultural se mostrou um grande sucesso e acima de tudo uma forma eficiente de promover a integração entre as várias manifestações de cultura presentes em nossa cidade, que nem sempre gozam do prestígio e atenção dos quais são merecedoras pelo trabalho que realizam. Tivemos atrações para todos os gostos, e foram desde voz e violão com Saulo do Rock e guitarra com Holegário, até forró pé de serra com trio santa cruz (com direito a quadrilha organizada pelos participantes do evento) e ainda pudemos conhecer e divulgar o trabalho do grupo de HipHop You Can Dance.


Saulo arrasando no voz e violão

Apresentação do Grupo de Hip-Hop You CAn Dance


Galera do Rock

Holegário que deu show com a guitarra e a diretora municipal da UJS Iana Paula

segunda-feira, 2 de junho de 2008

UJS NO DCE DA FAVIP


Prioridade para as direções municipais e núcleos universitários da UJS no Agreste Pernambucano é ajudar na campanha das eleições da nova diretoria da FAVIP.
Vamos lá militantes, Caruaru é uma cidade de fundamental importância para a construção e ampliação do movimento estudantil no interior do Estado de Pernambuco.
A eleição será no dia 5 de Junho, mas precisamos de grande mobilização por parte de todos, para que possamos chegar à frente do DCE novamente.

RECONSTRUINDO A LUTA NA FAVIP


RECONSTRUINDO A LUTA NA FAVIP

Em 2005, jovens estudantes de diversos cursos da FAVIP encontram pela frente um grande desafio, o de construir um movimento estudantil combativo e de massa. Sempre em defesa dos estudantes, a primeira gestão do DCE esteve na luta contínua, representando os estudantes, criando DA´s e realizando ações culturais e esportistas, como torneio de xadrez, curso de teatro, Forrozão da copa, ENACED, etc. Encabeçou o protesto contra aumento de passagens e pelo direito ao passe intermunicipal, para que os estudantes possam ter desconto nas passagens entre municípios. Conquistou o acesso a Carteira de Identificação Estudantil da UNE (União Nacional dos Estudantes) e contribuiu para que os estudantes da FAVIP tivessem desconto no pagamento do estacionamento. Junto a UNE e a UEP (União dos Estudantes de Pernambuco), entidades que realmente representam os interesses dos estudantes no Brasil e em Pernambuco, levantou diversas bandeiras de luta como a Reforma Universitária e em defesa do PROUNI.

Em 2007, chegou as mãos do DCE, uma turma que nada representou os estudantes. Sempre defendendo os interesses próprios e da Faculdade, enganou a todos os estudantes apresentando uma carteira paralela a da UNE, que é a única reconhecida nacionalmente pelas instituições nacionais, fazendo com que os estudantes passassem por constrangimentos. Com tanta sacanagem, viu-se obrigado a renunciar do cargo.

É com espírito de mudança que estamos encarando o desafio de reconstruir o Movimento Estudantil dentro da FAVIP, com a proposta de representar de fato os estudantes desta instituição, realizar debates diversos, tornar um DCE transparente e democrático. Aglutinando pessoas serias que passaram pela primeira gestão do DCE e renovando alguns quadros, que estarão dispostos a tornar isso realidade. Junte-se a nós e venha contribuir para o Movimento Estudantil na FAVIP.

NESTA QUINTA-FEIRA, DIA 5 DE JUNHO
VOTE NA CHAPA:
RECONSTRUINDO A LUTA NA FAVIP


ALGUNS MEMBROS:

TALLYS MAIA (Direito)
CAIO CASTRO (Turismo)
ROBSON DE ALMEIDA (Direito Tarde)
RODRIGO LYRA (Administração)
AMARA CRISTINA (Direito)
EMMANOEL VIEIRA (Turismo)
WELIGTON MATOS (Jornalismo)
THAMIRES DE ANDRADE (Nutrição)
LUIZ FELIPE (Engenharia)
MARIA CAROLINA (Direito)
JESSYCA MAYSA (Publicidade)
ARNALDO SOARES (Nutrição)
TANYA MIRELLE (Nutrição)
BRUNO RAFAEL (Direito)
Contato: reconstruiraluta@hotmail.com
Por: TALLYS MAIA

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Campanha de FILIAÇÃO!


Em que mundo nós estamos?

... Espero te encontrar no futuro, só para que a pergunta seja diferente...

Te encontrarei no mundo onde nossa liberdade não esteja nos livros e nos discursos baratos, mas na expressão de idéias que constroem uma sociedade justa como já deveria ser.
Te espero no mundo onde tudo que é plantado é colhido para matar a fome e não para ver gente morrendo e tirar proveito disso.
Te espero no mundo em que podemos sair à noite sem medo, expressando assim nossa real liberdade.
Te espero no mundo de Herbert Vianna, pois lá as armas estão no chão e as flores nas mãos.
Te espero no mundo em que ninguém gasta dinheiro para construir bombas que matam crianças inocentes.
Te espero no mundo em que educação é pública e de qualidade.
Te espero no mundo em que quem mata crianças inocentes não sai às ruas, pois não têm vez..
Te espero no mundo em que a desigualdade não rima com a hipocrisia, e nem tão pouco a humanidade fecha os olhos pra não ver.
Te espero no mundo em que nossos amigos se importam conosco , e não com nossa conta bancária.
Te espero no mundo em que a natureza não se vinga, pois ninguém a destrói...

Te espero aqui, neste mesmo lugar, acredite o mundo é o mesmo, ele existe, e é o mesmo que te cerca, as pessoas são as mesmas também, mas os valores, esses sim são outros e bem distintos, essa realidade só depende de você, mude-a, filie-se à UJS.
Por Raffaele, Emília

terça-feira, 25 de março de 2008

I CURSO DE FORMAÇÃO MUNICIPAL


Nos dias 21, 22 e 23 de Março de 2008, participaram jovens, lideranças estudantís, membros de gremios estudantís, de entidades municipais de estudantes, entre outros representantes de municipios vinhos no I Curso de Formação Municipal da União da Juventude Socialista de Santa Cruz do Capibaribe. Eram mais de 40 jovens, filiados e simpatizantes do movimento, que discutirtam Socialismo, dialética, marxismo, Partido Comunista do Brasil, protagonismo, meio ambiente, movimento estudantil, genero, entre outros.
Houve apresentação de videos, filmes e documentários, além das aulas da propria diretoria da UJS/SCC e também contou com a participação de Eduardo Guerra, engenheiro e advogado, membro da direção estadual do Partido Comunista do Brasil.
Ao longo da programação houve também debates com lideranças políticas na cidade, entre eles, candidatos ao conselho tutelar Nara Priscila e Laércio e o pré-candidato a prefeito o deputado Antonio Figueroa, mais conhecido como Toinho do Pará, o vice prefeito Zé Elias e o pré-candidato a vereador Diogo Moraes.
No domingo em sua plenária final disciu-se sobre o Movimento Estudantil no Brasil, em Pernambuco e em Santa Cruz do Capibaribe, onde foi deliberada diversos trabalhos a serem executados até o Congresso Municipal, que será realizado no dia 10 de Maio, entre elas, campanha de filiação 2008, Se Liga 16 e o lançamento da Caravana do Estudante.

AULA COM EDUARDO GUERRA


Após assitido Brasil outros 500, produzido pelo Partido Comunista do Brasil, discutido e analizado pelo grande militante e membro da direão estadual do PCdoB/PE Eduardo Guerra.

DEPOIS DA AULA


Depois da grande aula com Eduardo Guerra.

DEBATE COM NARA


Debate com a candidata ao Conselho Tutelar, Nara.

DEBATE COM TOINHO DO PARA


Debate com o pré-candidato a prefeito, Deputado Toinho do Pará.

DEPOIS DO DEBATE


Juventude Socialista de Santa Cruz do Capibaribe, e participantes do debate, Toinho do Pará, Zé Elias e Diogo Moraes.

EM FRENTE A BANDEIRA


Tallys Maia e Deputado e pré-candidato a prefeito Toinho do Pará.

EM FRENTE A BANDEIRA


Tallys Maia e vice prefeito Zé Elias

APRESENTAÇÃO DE VIDEOS


A coordenação do curso trouxe para os filiados e participantes do curso, diversos videos, entre eles: Brasil, outros 500, Protagonismo Juvenil, Expedição Capibaribee o filme Zuzu Angel.

segunda-feira, 24 de março de 2008

INTRODUÇÃO


UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA

A União da Juventude Socialista (UJS) é uma entidade de massa caráter socialista brasileira, fundada em 22 de setembro de 1984, enquanto partidos políticos socialistas e comunistas ainda eram proibidos, dentre eles o PCdoB.
A UJS possui diversas linhas de atuação, entre elas, Movimento Hip Hop, Jovens Trabalhadores, Gênero e Sexualidade, Raça, Movimentos de Bairros, Cultura, Esportes, Políticas Publicas para Juventude, mas se destaca mais no Movimento Estudantil, onde é uma das maiores forças políticas, dirige a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), entre diversas entidades gerais e de base nesse movimento, em Santa Cruz do Capibaribe, dirige a AESSCC (Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe), em Pernambuco a UMES (União Metropolitana de Estudantes Secundaristas) e UEP (União dos Estudantes de Pernambuco).
A UJS foi uma das entidades responsáveis pelo movimento popular Fora Collor, atuou no Fora FHC.
A UJS é organizada em núcleos, direções municipais, direções estaduais e a direção nacional. Esta entidade tem direção estadual organizada em todas as Unidades da Federação.
O principal fórum da UJS é o seu Congresso Nacional. Este delibera a executiva que irá "guiar" a UJS nos próximos dois anos, até que ocorra um novo congresso e a mesma seja mudada novamente. No ultimo congresso nacional, o 13º de sua história, foi eleito presidente da entidade o ex-presidente da UBES Marcelo Gavião.
Hoje a UJS defende o voto aos 16 anos, através da campanha Se liga 16, a não redução da maioridade penal, a solidariedade internacional, o respeito ao meio ambiente, os investimentos públicos na cultura, esportes, educação, saúde, a reforma agrária, a reforma universitária, dentre outras bandeiras do campo democrático do movimento social do país.
No Brasil são 100 mil filiados, sendo 14 mil Pernambuco.
Em Santa Cruz do Capibaribe, a União da Juventude Socialista foi fundada em 2003, com a necessidade da redemocratização do movimento estudantil da cidade que culminou com a criação da entidade secundarista AESSCC.Hoje a UJS é uma das maiores entidades da sociedade civil organizada na cidade, contribui para construção de um projeto de desenvolvimento, visando a educação e a juventude.

(Por Tallys Maia - Presidente Municipal da UJS Santa Cruz do Capibaribe)

ECONOMIA


MARXISMO E MAIS VALIA

O método dialético é utilizado por Marx, mais quem introduziu foi Hegel, onde trouxe a questão do idealismo, ou seja um ser é dotado de uma razão, de uma idéia. Só que além dessa idéia existe um ser empírico que manda em todas as coisas. O que se dá uma idéia transcendental das coisas. Sendo esse um conceito conservador do tradicionalismo, mais propriamente histórico.
Hegel, diz o seguinte: Através da dialética você pode observar a convivência entre o ser e a natureza, onde eles se combinam, se relacionam e modificam a natureza, que por sua vez modifica o ser. Ou seja, as coisas se transformam nada é instável, daí a lei dos movimentos.
O modelo de produção capitalista é mutável ele cria suas próprias doenças e vacinas.
Então Marx pegou o conceito da dialética de Hegel para chegar ao modo de produção capitalista.

APARÊNCIA E ESSÊNCIA

Aparência e essência são instrumentos da dialética que são usados por Marx (Na analise do modo de produção), Marx diz o seguinte: tudo na sociedade é uma questão de aparência e por trás dessa aparência existe a essência.

PAR DE CONTRÁRIOS

A compra e a venda a mercadoria é que se constitui num para de contrários. Para detentores dos meios de produção a mercadoria, provenientes de objetos é denominada valor. Esta mercadoria representa riqueza para o modo de produção capitalista. (a mercadoria é uma aparência da riqueza). A mercadoria não tem valor de uso para o proprietário e sim para quem vai comprar. A mercadoria tem valor porque foi gasto tempo de trabalho socialmente necessário, proveniente da força de trabalho, em combinação com instrumentos. O valor da mercadoria vem do valor abstrato e esse trabalho abstrato dar esse valor antes da mercadoria partir para o mercado. Já o trabalho concreto se manifesta através do valor de troca. Onde valor de roca é a manifestação do valor.
No mercado vai existir o ato de compra e venda, onde um não vive sem o outro formando uma unidade no mecanismo de circulação de mercadoria. De forma que as mercadorias tem seu valor para casa usuário, são trocadas nesse mercado (negociação) e logo depois se expelem. O ato de compra e venda formam unidade, mas depois se expelem. È por esse motivo que a compra e venda formam um par de contrários.

A RELAÇÃO SOCIAL

Quando um homem transforma uma mercadoria, por trás dessa transformação da matéria-prima (natureza), associado com o trabalho do homem e os meios de produção, nós temos uma relação entre homem. No caso quando se produz uma mercadoria, existe nessa mercadoria a força de trabalho de um grupo de homens. Mas quem vai ao mercado a procura dessa mercadoria não está se importando com a força de trabalho necessária pra se produzir esta mercadoria. Na realidade a relação entre homens assumiu uma forma fantasmagórica na realização das “coisas”.
Hoje se compra “coisas”, hoje se vai ao mercado a procura de “coisas” e não pensando no trabalho humano que na mercadoria foi empregado. Pois nos vivemos numa sociedade de aparência onde as pessoas só se preocupam com a aparência das coisas não com sua essência. Isso se chama fetichismo.

MODO DE PRODUÇÃO

Em determinado momento da historia social, o modo de produção era realizado da seguinte maneira: Uma mercadoria era produzida, e logo vendida para comprar outra mercadoria, também conhecido como modelo M-D-M. Tempos depois, o modo de produção foi realizado através de outra função: Através do dinheiro produzia-se uma mercadoria, e depois se trocava por dinheiro novamente esse era o modelo D-M-D. O no sistema capitalista, o sistema é parecido com esse segundo, porém o ultimo de é acrescentado do lucro do capitalista. Sendo a formula a seguinte: D-M-D+. O lucro incorporado neste D+ é proveniente da força de trabalho.

MAIS VALIA

A força de trabalho proveniente do trabalho excedente gera a mais valia. Para entendermos melhor, imaginemos que seja necessário para produzir 10 cadeiras cerca 6 horas de trabalho, porém o trabalhador trabalha 8 horas, mas ele é pago apenas para produzir as 10 cadeiras (apesar dele não saber), ou seja, essas duas horas excedentes chama-se mais valia, esse é o ponto que surge o valor do D+.

(Por Willamy Feitosa)

DIALÉTICA E SOCIALISMO


DIALETICA E SOCIALISMO

Com Marx e Engels começo-se a discutir concretamente como fazer para mudar e implantar uma sociedade mais justa. É com eles que começa a socialismo cientifico, isto é, uma ciência para colocar em prática esses ideais.

Marx tomou três coisas que estavam em voga na sua época e as colocou juntas:

a) A dialética isto é, uma teoria que afirma: tudo contém em si a sua contradição (tudo o que é temporal é imperfeito e relativo). Essa teoria impulsiona à ação, mostra que tudo é imperfeito e pode sempre ir melhorando. Não se pode parar.
b) A economia política inglesa, baseada, principalmente, nas idéias de Adam Smith e David Ricardo. Basicamente essas idéias diziam que todo valor é fruto do trabalho humano: a fonte de único das riquezas.
c) O socialismo, isto é, as idéias de igualdade, solidariedade, justiça para todos. Democracia.


Juntando essas três idéias, teremos o que se chamou de socialismo científico, ou possível, ou capaz de ser colocado em prática: a) a convicção de que é possível mudar (dialética); b) a descoberta de que é o trabalho que produz tudo( teoria do valor); c) a igualdade de todos(socialismo).

O que aconteceu depois disso? As coisas começaram então a estremecer. A estratégia foi logo começar a trabalhar com os que faziam tudo – os trabalhadores: são eles que produzem tudo (“o trabalho é a fonte de riquezas” ). Por justiça, eles deveriam ser tomados em consideração, deveriam ser a fonte principal do poder, enquanto houvesse uma sociedade dividida, até que se chegasse a uma sociedade em que todos teriam os mesmos direitos e deveres.

É evidente que as idéias socialistas não nasceram do ar. Na medida em que começaram a ser postas em prática, começaram a mexer justamente com quem ditinha privilégios injustos. Concretamente, foi contra o capitalismo que os socialistas começaram a lutar. E quem começou a lutar foram justamente os trabalhadores. Aliás, a grande luta do socialismo é contra o capitalismo. É importante ter em mente que capitalismo separa os meios de produção (capital) do trabalho. Se não há isso, não há capitalismo. Mas por que faz isso? Justamente para dominar o trabalhador (relação de dominação, isto é, em que um é dono) e principalmente para explorar, isto é, tirar para si (para o capital) parte do trabalho. Sendo que é “o trabalho que é a fonte única das riquezas”. Os donos dos meios de produção (do capital) só podem se enriquecer na medida em que tiram (expropriam, exploram) parte do trabalho do trabalhador.
Nessa altura, a gente vai entendendo melhor o surgimento do socialismo. As pessoas acreditavam que era possível mudar (dialética); queriam igualdade e justiça (socialismo); não existia nem mudança nem igualdade porque o capital não deixava mudar e havia exploração do trabalho. Assim aos poucos, os trabalhadores, foram se unindo, se organizando e exigindo seus direitos. A luta foi difícil. Muitos trabalhadores morreram. Outros melhoram bastante.

As maneiras de se fazer isso também foram muito diferentes. Em alguns lugares (como nos países que continuaram capitalistas) os trabalhadores se contentaram em melhorar seu salário. Em outros lugares, houve confronto direto entre trabalhadores e donos do capital. Os trabalhadores conseguiram chegar ao poder, mandar. Mas aí aconteceu, aos poucos, uma coisa que não se previa: o grupo de gente que tomou o poder começou a mandar, a dominar e a explorar os que trabalhavam. Por isso, é preciso distinguir o socialismo científico enquanto teoria, e o movimento pela justiça e pela sua concretização.

O socialismo quer, concretamente, fazer com que o fruto do trabalho do trabalhador fique com ele; em outras palavras: que ele não seja explorado em seu trabalho. E acredita que só assim poderá haver justiça e igualdade para todos.

Aqui é importante fazer uma distinção muito necessária: o socialismo pretende a socialização dos bens de produção (daquilo que produz, isto é, terras, fábricas) e não aquilo que é produzido: bens de consumo. Alguns acham que já existe socialismo quando o que é produzido é socializado. Mas não é assim. Agora, o que acontece é o seguinte: o Estado (quando representa de fato cidadãos numa democracia verdadeira, e não quando o Estado são os capitalistas ou um grupo só) pode “socializas” algumas coisas absolutamente necessárias para todos, como a educação, a saúde, o transporte coletivo, a moradia, pode garantir a alimentação básica isto é, ninguém ira morrer de fome.

Realmente, não é fácil dizer o que é o socialismo, pois não existe um só, mas muitos, de diversos graus, de diversas matrizes.
O importante é o seguinte: em cada caso a gente precisa perguntar:

1) Há mobilização, organização do povo? Povo quer progredir ou está acomodado? Quanto mais mobilização, participação e vontade (fé e esperança) do povo em progredir, mais socialismo.
2) O povo está recebendo o justo preço de seu trabalho? O que ele faz, realmente fica para ele? Quanto mais o fruto do trabalho fica com quem trabalha, isto é, quanto menos alienação (separação entre o trabalho e o Fruto do seu trabalho) e exploração houver, mais socialismo.
3) Há realmente democracia na sociedade, isto é, os direitos de cada um são respeitados, e todos são tratados igualmente, ou há enormes diferenças, privilégios, injustiças? Quando mais igualdade (não uniformidades) houver, mais essa sociedade é socialista.

Ainda mais: nunca haverá uma sociedade socialista perfeita, pois tudo o que é histórico é imperfeito, é relativo. Um socialismo acabado iria contra o primeiro principio, pois tudo contém em si a sua contradição, tudo pode ainda melhorar.

O que se pretende evitar é a pratica da dominação e da exploração. Se alguém, por exemplo, possui um meio de produção, mas paga a cada trabalhador o preço justo de seu trabalho, tudo bem. E para haver socialismo não é preciso haver supressão total da propriedade privada, dos meios de produção, como queriam os socialistas extremados. Eu posso trabalhar num meio de produção que não é meu, sem exploração.

Não é tarefa de alguns dizerem qual é o melhor tipo de sociedade, isso depende do povo organizado. Dentro dos extremos, cada povo deve se organizar como quer, respeitando sempre as aspirações da maioria. Se pudéssemos englobar, talvez, os muitos tipos de socialismo, poderíamos dividi-los em duas categorias. Uma primeira, onde há maior coletivização dos meios de produção e a tomada do poder foi através dum processo revolucionário popular.
Uma segunda, que poderíamos chamar de socialismo democrático, onde se chegou ao poder através do voto; nesse caso se fazem apenas algumas reformas e as transformações se dão aos poucos.
(Por Bruno Maia)

SOCIALISMO COM A NOSSA CARA


Baseado na teoria marxista, em sua obra “O Capital”, a União da Juventude Socialista, como juventude organizada defende o Socialismo Científico, em oposição ao capitalismo. ]
Vivemos em um sistema opressor, onde o homem explora o próprio homem. Um sistema em que visa o lucro, onde a produção e feita para o lucro e não para o bem estar social, e que para um se dar bem tem que prejudicar milhares. Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre. Um sistema em que gera uma grande desigualdade social, onde os recursos financeiros ficam concentrados nas mãos de poucos e a grande maioria da população fica a mercê da realidade do dia-a-dia.
Segundo Marx, o ser humano só fica rico depois que se apropria do trabalho dos outros. Para exemplificar, em uma fabrica, onde mais de mil trabalhadores se sacrificam diariamente para a produção, o burguês, dono da propriedade lucra com esse trabalho.
Nós da UJS defendemos o “Socialismo com a nossa cara”. Acreditamos que não devermos copiar nenhum tipo de socialismo dos outros países, devermos estudar as experiências e trazer para nossa realidade.

(Por Tallys Maia)

HISTORIA DA AESSCC


RETOMANDO O RUMO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Fundada em 1º de maio de 2003, a Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe, denominada AESSCC, com o intuído de reconstruir a historia do movimento estudantil em nossa cidade, sempre esteve na luta diária dos estudantes. Os jovens que inicialmente chamados de loucos, por tentar enfrentar uma entidade que existia a mais de 10 anos, conseguiram reconstruir o movimento estudantil daquela época, levando aos estudantes debates de políticas publicas para a juventude, educação e conjuntura.
Os estudantes que no feriado do dia do trabalhador estavam dispostos a participar ativamente da vida dos estudantes conseguiram se unir a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, trazendo para a nossa cidade a Carteira de Identificação Estudantil da UBES, proporcionando ao movimento estudantil nacional mais transparência.
Realizando congressos municipais, encontro de grêmios e levando aos estudantes o debate político para consciência social, a AESSCC ao longo desses anos conseguiu mostrar aos jovens a realidade nacional. Participou ativamente dos congressos estaduais e nacionais da UBES, ajudou na reconstrução da União dos Estudantes de Pernambuco. Levou os estudantes a interagir junto a outras realidades de outros municípios e outros estados.
Participou ativamente das conferências municipais, debates e palestras de interesse dos estudantes e dos jovens deixando marcado a sua ideologia e o seu interesse de tentar mudar o nosso município. Contribuiu para o COMDECA, Conselho de Juventude e demais entidades relacionadas aos estudantes. Contribuiu para projetos esportistas e culturais, como o Santa Cruz Cultural.
No momento em que o estado de Pernambuco estava sucateado. Escolas sem professores, alunos sem aulas, prédios desgastados. A AESSCC esteve junto a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas e com a União dos Estudantes de Pernambuco na defesa e na luta dos estudantes contra esse governo retrógrado e anti-progressista. Participou do “Fora FHC” e ajudou na estabilização de um governo nacional que realmente estava do lado da população brasileira. Aliou-se a um governo municipal progressista, fez parte do projeto de desenvolvimento e futurista implantado pelo poder publico.
Levantou junto a UBES, UNE e UEP diversas bandeiras de luta no movimento estudantil como a Reforma Universitária, Reserva de Vagas, Se liga 16, Projeto Nova Escola, Amazônia é nossa, a favor do FUNDEB, etc.
Apesar de enfrentar diversos problemas, a AESSCC sempre se manteve de forma erguida, nunca baixou a cabeça e conseguiu manter a estabilidade do movimento estudantil em Santa Cruz do Capibaribe. Esse ano a AESSCC completa 5 anos, e ficará para sempre marcado na cabeça dos membros e dos estudantes que por ela passou.
(Por Tallys Maia)

MOVIMENTO ESTUDANTIL SECUNDARISTA


A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) representa os alunos dos Ensinos Fundamental, Médio, Técnico, Profissionalizante e Pré-Vestibular do Brasil. Reúne em torno de si todos os grêmios das escolas públicas e particulares, além das entidades estaduais e municipais secundaristas. Desde 1948, a UBES defende a juventude, a educação e uma nação livre e soberana, ao lado dos principais movimentos sociais. Os estudantes secundaristas participaram de diversos momentos da história do país, como na época da ditadura militar, no governo Collor com os cara pintadas, durante o governo FHC contra o neoliberalismo no Brasil e na América Latina. Qualquer estudante pode fazer parte desta história e se unir à UBES. Basta procurar o movimento estudantil na sua escola.
Resumo histórico
Desde as décadas de 30 e 40, os estudantes secundaristas já se organizavam em diversas regiões para debater e transformar a educação no Brasil. A maioria desses grupos surgia dentro das escolas, nos grêmios dos antigos colégios estaduais, os chamados Liceus. Nessa época, o contingente de estudantes crescia muito e sua participação na vida política do país era cada vez mais urgente. Era preciso que o movimento se organizasse em uma só entidade, para fortalecer a representação e a luta estudantil.
Nasce a UBES - Os secundaristas conseguiram com muito esforço realizar o seu primeiro congresso nacional em 1948, no Rio de Janeiro. A UBES foi criada no dia 25 de julho, mesma data em que foi oficializada a colaboração entre UNE e a UBES. Nos seus primeiros anos de existência, ainda em fase de estruturação, a entidade enfrentou o conturbado período do fim da era Vargas. Após o suicídio do ex-presidente, em 1954, a ameaça de golpe rondava o país e os secundaristas juntaram forças para lutar pela democracia e pela realização das eleições.
A UBES cresceu e expandiu suas bandeiras, os estudantes se mobilizavam por mais bolsas de ensino, material didático e melhores condições para os alunos carentes. No início da década de 60, durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, os estudantes passaram a integrar a Frente de Mobilização Popular, que envolvia outros importantes movimentos sociais brasileiros da época (incluindo a UNE).
Golpe Militar - Mas a o movimento estudantil recebeu um duro golpe com a chegada dos militares ao poder. Logo que a ditadura se instalou, em 1964, a sede da UBES e da UNE, que funcionavam no mesmo prédio, na praia do Flamengo, foi atacada e incendiada. As lideranças estudantis foram perseguidas e presas. Muitos militantes fugiram ou foram exilados, mas, mesmo assim, a UBES se organizou como pôde. O movimento continuou dentro das escolas, com os grêmios, e através de diversas passeatas e manifestações. Houve muita luta contra o acordo MEC e a USAID, instituição norte-americana que buscava intervir diretamente na educação brasileira.
Edson Luís - A situação se tornou mais complicada com o Ato Institucional 5, em 1968. Todas as atividades estudantis foram postas na ilegalidade, a repressão era intensa e violenta. Um episódio então marcou a história da UBES e do país no dia 28 de março de 1968. Uma manifestação no Rio de Janeiro contra o fim de um restaurante popular resultou no assassinato do estudante secundarista Edson Luís Lima Souto, de 16 anos. Edson tornou-se o símbolo da resistência não só para os estudantes, mas para todos os que lutaram e sonharam com o fim da ditadura e a recuperação da liberdade.
O cortejo de seu enterro, com saída da Cinelândia, onde foi velado, até o cemitério São João Batista, reuniu milhares de pessoas, comparável somente ao de Getúlio Vargas. Nas palavras de Arthur Poerner, no livro O Poder Jovem, temos um relato impressionante ao dizer que “coberto pela bandeira nacional, o caixão desceu as escadarias da Assembléia sob os acenos de milhares de lenços brancos. O povo entoava o Hino Nacional. Do alto dos edifícios caíam pétalas de flores e papéis picados, a multidão gritava “desce”, “desce!” para os que, nas janelas, se limitavam a içar bandeiras negras. Muitos desciam e se integravam ao acompanhamento. Mas os gritos mais ouvidos – igualmente inscritos em centenas de faixas – eram “Poderia ser seu filho!”, “Fora assassinos!”, “Brasil, seus filhos morrem por você!”.
Reconstrução - A repressão continuou e a UBES precisou se manter em pequenos congressos secretos com menos participantes, mas que mesmo mantiveram a unidade e a chama do movimento estudantil acesa. A reconstrução veio aos poucos, a partir de 1977. Algumas entidades secundaristas conseguiram fortalecer a sua atuação nos chamados centros cívicos de algumas cidades e começaram a reaparecer alguns grêmios e um movimento nacional pelo renascimento da UBES. A consolidação aconteceu com muito esforço em 1981, em Curitiba. Um antigo galpão, sem teto, banheiros, salas e cadeiras, serviu de base pra as discussões. No local, apenas muita poeira. Muitos estudantes foram para o sul do país sem dinheiro para voltar. Pedágios foram armados para levantar recursos. A polícia chegou a invadir o Congresso com a cavalaria. Mesmo com tantas dificuldades, a UBES renasceu.
Diretas Já - Em 1984, a UBES participou ativamente da campanha Diretas Já e apoiou a eleição de Tancredo Neves. O então presidente da entidade Apolinário Rebelo foi o primeiro a discursar no famoso Comício da Candelária que reuniu um milhão de pessoas. Os estudantes pintaram o rosto de verde e amarelo e foram para as ruas exigir a democracia de volta no país.
Fora Collor - Pouco tempo depois, durante o governo do presidente Fernando Collor, os secundaristas de caras pintadas seriam novamente protagonistas de um episódio marcante na vida do país. Em 1992, ainda em fase de reestruturação, a UBES foi uma das protagonistas do movimento que ficou conhecido como o “Fora Collor”, com participação de vários seguimentos da sociedade. Os secundaristas eram maioria nas manifestações que pipocavam por todo país exigindo o impeachment do presidente corrupto.
(Por Emilia Raffaele)

MOVIMENTO ESTUDANTIL UNIVERSITARIO


HISTORIA DA UNE

Mais do que o órgão de representação dos estudantes universitários, a União Nacional dos Estudantes (UNE) é uma das principais organizações da sociedade civil brasileira, com uma bela história de lutas e conquistas ao lado do povo brasileiro. A UNE foi fundada em 1937 e ao longo de seus 70 anos, marcou presença nos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil.
No dia 11 de agosto de 1937, na Casa do Estudante do Brasil no Rio de Janeiro, nasce a UNE como entidade máxima e legítima de representação estudantil e já nasce como uma das principais frentes de combate ao avanço das idéias nazi-fascistas no país durante a Segunda Guerra Mundial.
Os estudantes organizados também promoveram, em 1947, um dos mais importantes movimentos de opinião pública da história brasileira: a campanha “O Petróleo é nosso”, série de manifestações de cunho nacionalista em defesa do patrimônio territorial e econômico do país, que resultou na criação da Petrobrás.
A partir do golpe de 1964, tem início o regime militar e a história da UNE se confunde ainda de forma mais dramática com a do Brasil. A ditadura perseguiu, prendeu, torturou e executou centenas de brasileiros, muitos deles estudantes. A sede da UNE na praia do Flamengo foi invadida, saqueada e queimada no dia 1º de Abril. O regime militar retirou a representatividade da UNE por meio da Lei Suplicy de Lacerda e a entidade passou a atuar na ilegalidade. As universidades eram vigiadas, intelectuais e artistas reprimidos, o Brasil escurecia.
Apesar da repressão, a UNE continuou a existir nas sombras da ditadura, em firme oposição ao regime, como célebre passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro em 1968. Mesmo assim, o movimento estudantil continuou nas ruas, como nos atos e missa de 7º dia do estudante da USP, Alexandre Vannucchi Leme, e organizando protestos por todo o Brasil reivindicando mais recursos para a universidade, defesa do ensino público e gratuito, pedindo a libertação de estudantes presos do Brasil. Em 1979, a partir da precária reorganização da UEE-SP, iniciou-se a reconstrução da UNE no célebre Congresso de Salvador. Em 1984, a UNE participou ativamente da Campanha das "Diretas Já" e apoiou a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República.
Com a força recuperada, o movimento estudantil, representado pela UNE e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), foi o primeiro a levantar a bandeira pela ética na política em 1992, durante as manifestações pró-impeachment de Fernando Collor. Milhares de estudantes “caras-pintadas” influenciaram a opinião pública com a campanha “Fora Collor” e pressionaram o ex-presidente à renúncia.
Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a União Nacional dos Estudantes se manteve firme e denunciou o ataque neoliberal ao país, repudiando as privatizações, os privilégios ao capital estrangeiro e o descaso com as políticas sociais e com a educação. Os estudantes tiveram papel marcante nos anos FHC sempre defendendo o ensino público de qualidade e democrático.
A eleição de Lula em 2002 teve o apoio da União Nacional dos Estudantes, após um plebiscito promovido das universidades. Com uma postura independente, mas alinhada às iniciativas de mudança em relação ao neoliberalismo. Desde o início do governo, a entidade se mobilizou pela substituição do Provão por um novo modelo de avaliação das universidades e levantou os debates sobre a reforma universitária, participando ativamente no debate do projeto sobre os rumos da universidade brasileira, e ainda, de punhos erguidos para alterar a cara de nossas universidades: investindo da educação pública e regulando o setor privado.
(Por Iana Paula)

TEXTO MEIO AMBIENTE


Meio Ambiente, Socialismo e Democracia.

O Meio Ambiente tem sofrido as conseqüências da produção capitalista, principalmente pela desregulamentação da idéia de estado, atrelado a predominância das regras de mercado (do capital) e da globalização neoliberal como forma de dominação. As conseqüências danosas a natureza, entre aos quais, o agravamento do efeito estufa, efeito esse que ocasiona o aquecimento da terra, com conseqüente alteração nas correntes marítimas e de ar, conduzindo a series de alterações climáticas. Tal fenômeno decorre da emissão de gases poluentes, como gás carbônico e coloca em risco o futuro da humanidade. O aquecimento da terra é hoje um fato concreto, se estima que até o final do século a temperatura da terra aumente cerca de 4ºC. as conseqüências desse fenômeno será o derretimento de partes das calotas polares e de neve nas regiões montanhosas, com a conseqüente elevação do nível dos oceanos entre 18 até 58cm . Isto trará graves conseqüências, inúmeras cidades costeiras e ilhas poderão ser submersas.
Em fevereiro de 2005 entrou em vigor o Tratado de Kioto com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes. Ele estabeleceu “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” entre os países em relação ao efeito estufa, isto fundamenta a posição daqueles que defendem que o combate à poluição tem que ser realizado e levando em conta o processo histórico – isto é, aqueles que poluem mais e há mais tempo, como os países ricos, cuja industrialização já dura dois séculos, precisam arcar com uma parcela maior desse custo do que os países m desenvolvimento, que lutam contra a pobreza e pela elevação da qualidade de vida de seus povos. Com isso colocou a principal responsabilidade nos países desenvolvidos que emitem, há muitos anos, os gases que provocam o efeito estufa. Porem os paises ricos (a exemplo EUA), não assinaram o Tratado de Kioto, e nem se sentem responsabilizados pela grande catástrofe global prevista pela comunidade cientifica internacional.
O desmatamento continua acelerado e ininterrupto. O mundo já perdeu metade de suas florestas originais. Na zona tropical a perda anual somou 130km2. Este problema tem como causa principal o modelo agrícola capitalista baseado em grandes propriedades e na monocultura (hoje o desmatamento é a razão principal que coloca o Brasil no Ranking do 3º país mais poluidor do mundo). Como sabemos menos de 1% da água do planeta é potável, e o consumo continua crescendo de forma alarmente. A partir de 1950 o consumo de água triplicou, mais de 25 paises do mundo já sofrem com grande escassez de água doce, sendo que alguns paises árabes importam água potável a preços superiores ao do petróleo que exportam. O Banco Suíço Pictey prevê que em 2015 as empreas privadas fornecerão água potável para cerca de 1,75 bilhões de pessoas. Os maiores fornecedores serão a Nestlé e a Danone, entrando mais recentemente no mercado a Coca-Cola e a Pepsi-Cola. Ofato é que a questão da água está se tornando um problema extremamente grave e razão de conflitos e guerras. Mesmo diante deste quadro a água é usada de forma indevida e com grandes desperdícios.
Se todos pensam que os problemas ambientais se resumem apenas as questões internacionais ou nacionais, se enganam. Com o aquecimento global, regiões como o semi-árido (60% do território de Pernambuco) se tornarão ainda mais quentes, e inóspitas. As chuvas diminuíram e o polígono da seca irá se agravar. Segundo os estudiosos temos no nordeste milhares de refugiados ambientais, como os que vemos nos noticiários da TV.
Em nossa região vemos a falta de consciência ambiental principalmente nas áreas urbanas. O Rio Capibaribe e seus afluentes são tratados como grandes fossas urbanas, os resíduos sólidos e líquidos são despejados sem nenhum tratamento em suas águas. A produção de confecção coloca Santa Cruz do Capibaribe como a 22ª cidade mais rica em termos de PIB do estado (de um universo de 185 cidades), porém os resíduos da produção não são reaproveitados deixando de gerar centenas de empregos e preservar o ambiente urbano e muitas vezes rural. Santa Cruz do Capibaribe é uma das poucas cidades pernambucanas que possui aterro sanitário, porém se não houver uma consciência em separar o Lixo nas próprias residências e fabricas a coleta nunca acontecerá da forma proposta, e ávida útil do aterro cairá para menos de 4 anos. (pois se tornará um lixão).

SEGUIMENTO AMBIENTALISTA NA UJS
MAXISTA – SUSTENTABILIDADE DEMOCRATICA

Nosso seguimento considera que a solução efetiva dos problemas ambientais só será possível com a adoção de um modo de produção que não seja voltado para o lucro, mas sim para o bem estar da sociedade. Onde a propriedade não seja privada, mais sim propriedade social. Esta alternativa coloca o modo capitalista de produção como causador dos atuais níveis de degradação ambiental e propõem a construção de uma nova sociedade, uma sociedade socialista, um socialismo renovado incorporando a questão ambiental como questão relevante a ser resolvida. Entretanto, a implantação do socialismo, por si só, não resolve a questão ambiental, sendo necessário que esteja já presente na agenda da construção socialista e durante a construção do socialismo.
Todavia, a visão marxista leva em conta a correlação de forças para apresentar suas propostas de luta política a cada momento. A conquista do socialismo, com avanços mais aprofundados na questão ambiental, não está colocada no horizonte imediato. O aprofundamento da democracia é, no dizer de Lênin, o caminho mais curto para avançarmos rumo ao socialismo.
Assim sendo, do ponto de vista da luta imediata, e da luta em defesa do meio ambiente, nos dias atuais, se identificamos com a corrente da Susténtabilidade Democrática,( que defende a tese de que o desenvolvimento sustentável só será possível com as alterações no modelo de produção e consumo da sociedade. Tal posição não rompe com o capitalismo, mais propõem medidas que aprofundam o processo democrático assegurando a defesa do meio ambiente e a melhoria das condições de vida do povo, defendendo também a participação do Estado e da Sociedade civil, na luta em defesa do meio ambiente. A posição marxista adota esta posição no rumo do processo de acumulação de forças a construção da sociedade socialista.
(Por Willamy Feitosa)